A reforma das quatro estações de Mogi das Cruzes, extensão da Linha 11-Coral até César de Souza e o fim das passagens de nível da cidade devem custar R$ 1,6 bilhão até 2032. O valor e o plano foram revelados pelo secretário de Parcerias e Investimento, Rafael Benini, na manhã desta terça-feira (11), na Prefeitura de Mogi.
O plano se dá a partir da concessão da Linha 11-Coral, que tem leilão marcado para o dia 28 de março. A expectativa é que todos os trabalhos estejam concluídos até 2032, com grande parte sendo finalizado até 2030.
“O primeiro passo foi a publicação do edital no ano passado e temos o leilão em março. A partir disso, a concessionária tem um ano para fazer todos os projetos executivos e licenciamentos ambientais para executar o plano. As obras vão sendo executadas conforme essas licenças vão sendo liberadas. O importante é que a grande maioria das obras terminam até 2030”, explicou.
O projeto prevê a reconstrução das estações de Jundiapeba, Mogi das Cruzes e Estudantes e uma reforma estrutural na estação de Braz Cubas, de acordo com Augusto Almudin, diretor da Companhia Paulista de Parcerias (CPP). Serão mais de R$ 465 milhões destinados às reformas e R$ 566 milhões para a extensão da Linha 11-Coral.
As obras a serem entregues antes, em 2030, devem ser: melhoria estrutural da Linha 11-Coral, parte elétrica e de sistemas; a extensão para César de Souza; e a reconstrução da maioria das estações. Porém, algumas estações ficariam prontas apenas em 2032. “Não fixamos qual obra vai ser feita antes, vamos acertando isso ao longo do contrato. O importante é o equilíbrio financeiro do contrato. Isso é para não acontecer de terminarmos uma obra e não termos o projeto, ou termos o projeto de uma obra que estava prevista para terminar lá para frente”, explicou Benini.
Além disso, o projeto pretende acabar com as passagens de nível da cidade. “O trem continua passando lá, mas carros e pedestres vão passar por cima ou por baixo, não vai ter mais o conflito. Isso aumenta a segurança, aumenta a velocidade dos trens e diminui o tempo entre trens. É um investimento que vai ser muito impactante e melhorar a produtividade e o trânsito da cidade”, disse o secretário.
O plano é que seja feito um túnel em Jundiapeba, uma nova alça ao Viaduto Argeu Batalha, em Braz Cubas, dois novos viadutos nas proximidades da Vila Industrial, além de novas sete passarelas e uma passagem inferior. Todas essas obras somam um valor de R$ 154,6 milhões.